FALTA DE FISCALIZAÇÃO facilita venda de remédios abortivos

A facilidade em adquirir medicamentos abortivos é um dos fatores que contribui para o crescimento de um índice que nem sempre se limita à morte da criança, produto de uma gravidez indesejada ou inconveniente. O aborto pode causar sérios problemas à saúde física e mental da mulher, além de causar também a sua morte.
Na opinião da ginecologista obstétrica da maternidade Albert Sabin, em Cajazeiras, Mônica Bahia, é muito fácil para qualquer mulher fazer um aborto. Além das clínicas clandestinas que realizam esse procedimento sem qualquer critério, há uma facilidade em adquirir medicamentos que podem induzir à ocorrência do aborto. Entre esses medicamentos estão alguns cuja comercialização é proibida, como é o caso do Cytotec, utilizado para tratar e prevenir doenças como úlceras gástricas, importado clandestinamente do México para atender a um público de baixa renda e de baixa consciência quanto ao risco a que se expõe ao fazer uso do comprimido para induzir ao aborto.
De acordo com a farmacêutica Osvaldina Silva, apesar de estar com a venda proibida no Brasil, a falta de fiscalização por parte das autoridades sanitárias tem sido o aliado principal para a venda clandestina deste medicamento utilizado como método abortivo e contraceptivo.
A doméstica J. M. dos S. C., 25, afirma não ter enfrentado dificuldade para adquirir o remédio. Ela é mãe de dois filhos e tem seis irmãos; utilizava anticoncepcional injetável, mas, por falta de condições para comprar o medicamento acabou engravidando, e no terceiro mês de gestação resolveu abortar. “Fui à farmácia e comprei o remédio (Cytotec). Nem me perguntaram para quê”, afirma.
De acordo com a médica Mônica Bahia, quando a gestante utiliza o Cytotec nos três primeiros meses e a gestação não é interrompida, há o risco de a criança nascer com má formação física.

LIXO nas ruas de Salvador

fotos-lindomar-assis-006.jpgO subúrbio de Salvador tem, dentre seus problemas, a coleta irregular de lixo. Nos fins de semana, principalmente aos domingos,  as ruas e calçadas do Uruguai e bairros vizinhos  ficam amontoadas de lixo.
A estudante Tatiane de Jesus moradora do conjunto Santa Luzia no bairro do Uruguai, diz que as vezes 11 h o lixo ainda não foi coletado. Com isso, a calçada enche de mosquitos e baratas, além do mau cheiro. Ela reclama que os garis só pegam o lixo que está dentro do saco, o resto o vento leva, invadindo as casas mais próximas. Maria de Lurdes, que também mora nesse conjunto diz que a LIMPURB não varre essa área, a não ser que mandem um oficio,   só varrem a rua principal. Diz também que além da necessidade da LIMPURB trabalhar com pontos estratégicos, colocando coletor tanto próximo a escola quanto no posto medico, é necessário também um trabalho de reeducação da população, para que esta coloque o lixo na rua no horário e lugar certo, evitando assim que este fique exposto.  
A comerciante Valdenice Sales que mora no bairro Jardim Cruzeiro diz que a coleta aos sábados é muito tarde.

CAMPANHAS de prevenção à Aids sumiram

   As campanhas de prevenção à AIDS desapareceram da mídia. Enquanto a doença avança silenciosamente, as instituições responsáveis estão sem recursos para continuar alertando à população de Salvador de como se prevenir e evitar a contaminação. As veiculações publicitárias estão restritas a datas especiais como o carnaval, o São João e o Dia mundial de combate à AIDS e nada mais. 
A diretora do Centro de Referência Estadual de Aids (Creaids), Cristina Camargo, diz que em Salvador, no ano de 2007, o número de mortes pelo HIV diminuiu por conta dos medicamentos, mas os casos de contaminação continuam aumentando principalmente entre as mulheres. Para a médica a saúde pública deve ser feita através de uma ação contínua e não apenas com campanhas eventuais. Ela adverte que a Aids ainda não tem cura, os remédios fazem com que o vírus não se desenvolva, mas ele permanece no organismo.


Locais de testagem:
CREDST – Centro de Referência em DST, de Testagem e Aconselhamento
Rua Comendador José Alves Ferreira, 240, Garcia. Telefone: (71) 3328- 0251.
CREAIDS – Centro de Referência Estadual de Aids
Rua Comendador José Alves Ferreira, 240, Garcia. (71) 3328-5737.
CTA Municipal – Centro de Testagem e Aconselhamento
Largo de Roma, Mares. Telefone (71) 3611- 6566.
LACEN – Laboratório Central
Rua Waldemar Falcão, número 123, Brotas (71) 3339-6209 – 3245- 1903.
HOSPITAL DAS CLÍNICAS – Laboratório RetrovírusRua João das Botas, s/nº, Canela – telefone: (71) 3339 – 6209 / 3245 – 1903. 

POR ANO 700 MIL JOVENS engravidam antes dos 18

                  De acordo com Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de geografia e Estatística, de cada 100 mulheres que dão luz no Brasil, 28 são menores de 18 anos. Ou seja, aproximadamente, 700 mil meninas se tornam mães a cada ano. Os fatores que contribuem é o incentivo a busca da sexualidade cada vez mais cedo, tendo como conseqüência além da gravidez indesejada, a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis. Além disso,Dra. Adriana Waissman,  especializada em gravidez na adolescência atribui também o baixo nível socioeconômico, a desestrutura familiar, o baixo nível de escolaridade como  fatores determinantes.

Agravidez precoce compromete o desenvolvimento, educação e aprendizado daadolecente. Interfere no  emocional e no comportamento, além das complicações na gestação como a hipertensão, que é cinco vezes maior em adolescentes grávidas.

   Enrique Maia, psicologo do Instituto de Psicologia Aplicada, diz que o homem tem um papel fundamental na prevenção não só da Gravidez, mas sobretudo as DSTs, pois na sociedade em que vivemos é mais aceitável um filho chegar em casa com preservativo ou falar de sexualidade com os pais que as meninas.

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