Na escola, no trabalho, seleção para trabalho, ou concursos sou obrigada a dominar a língua portuguesa de acordo com a norma culta. Sou fruto de escola pública, onde uma das preocupações da maioria dos professores é saber se no final do mês vão receber salário.
E aqueles que nem oportunidades de freqüentar escola pública tiveram o que dizer? Como saberem onde usar o “mas”, “porém”, “contudo”, “entretanto”,”no entanto”, “todavia”. Disseram-me que essas palavras são denominadas articuladores sintáticos de adversidade. Será que disseram também as outras pessoas, aquelas que precisam saber
informação porque vai fazer uma seleção para trabalho amanhã, cuja avaliação será uma redação. Pois é. Meu professor falou que preciso dominar a norma culta, mas não sou obrigada a usá-la em todas as situações.
Além do meu professor, Marcos Bagno, membro da Associação Brasileira de Lingüística tem um discurso fundamentado em pesquisa totalmente diferente daquele que estamos acostumados ouvir e ele diz que não existe “falar certo ou errado”.
Veja a entrevista deste lingüista na revista Caros Amigos.
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